Integralismo e
Nacionalismo.
Cleiton
Oliveira*
Ninguém
é dono do nacionalismo brasileiro, pois entendo que nacionalismo além de ser um
conceito é, acima de tudo, um sentimento, um princípio – que se nasce com ele,
ou se aprende a ter, ou então, como se explicaria um grande número de jovens
verdadeiramente nacionalistas em um meio tão impropício para que apareça este
principio? E dentro da “escola” nacionalista brasileira, inegavelmente, o
Integralismo é a expressão máxima, não tenho dúvida.
O
Integralismo é coerentemente a expressão do nacionalismo brasileiro. E sendo
coerentemente brasileiro, não pode estar de acordo com muitos “nacionalistas”
que estão muito mais para nacionalistas alemães, ou italianos, e por ai afora.
Não é que estou contra esta ou aquela vertente nacionalista, deste ou daquele
país. Dês que fiquem estritos as suas fronteiras, e defendam seus princípios
internos – logo, externos a nós – não tenho restrições.
Quanto
ao propósito do nacionalismo, ele deve ser mais AFIRMATIVO, e não uma mera
referencia para todos aqueles que são anticomunistas, antiliberais, etc.
Corroboro minha argumentação com as palavras de Miguel Reale, tratando de outro
assunto, mas que nos cabe aqui:
“Há
movimentos políticos que só apresentam valores negativos. São movimentos de
homens congregados a fim de combater este ou aquele princípio, destruir esta ou
aquela ordem de ideias ou de realidades.
“Neles
nada encontramos de criador. Seu único objetivo é negar. Na negação reside toda
a sua finalidade. Não afirmam, não traçam diretrizes, não aconselham rumos, não
estabelecem soluções. Nem os preocupa o que deverá vir depois da destruição.
Seus adeptos entusiasmam-se tão-somente com a luta demolidora. Seus dirigentes,
levados pela ambição ou pelo ódio, esquecem-se desta profunda advertência que
nos vem do fundo dos séculos: – ‘Quem não possui um plano sólido de
reedificação, quem não tem capacidade suficiente para orientar a massa popular
e dirigi-la no sentido de um ideal ético, não tem o direito de acender no
coração do povo o facho da Revolução’.” (REALE, Miguel, “Atualidades Brasileiras”,
2ª edição – Editora Universidade de Brasília – 1983 – pág. 73. “Obras
Políticas” – Tomo III).
A
revolução do nacionalismo brasileiro é o Integralismo, pois, engloba não só o
patriotismo dos militares e o nacionalismo político/eleitoreiro de alguns partidos,
mas, ultrapassa-os em significado e finalidade.
* Σ – Historiador - Goiânia
- Goiás.
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