Os Doze Princípios da Doutrina Integralista.*
Existem muitos brasileiros que
combatem o Integralismo sem conhecê-lo. Alguns de má-fé, outros por ignorância.
Para estes, aqui vão algumas teses defendidas pelo Integralismo. Estamos certos
de que a leitura do que abaixo vai escrito levará muitos patrícios bem
intencionados aos documentos fundamentais da doutrina criada por Plínio
Salgado, transformando-os, dentro em pouco, em novos defensores da trilogia
Deus, Pátria e Família. Ei-los, portanto:
1. O Integralismo exige que a mocidade não se entregue aos
prazeres materiais, mas dignifique a sua Pátria no trabalho, no estudo, no
aperfeiçoamento moral, intelectual e físico.
2. O Integralismo não concede o direito de se denominarem
“revolucionários” aqueles que revelarem incultura e simples temperamento de
aventureiros ou de insubordinados.
3. O Integralismo declara verdadeiros heróis da Pátria: os
chefes de família, zelosos e honestos; os mestres; os humildes de todos os
labores, das fábricas e dos campos, que realizam pelo espírito, pelo cérebro,
pelo coração e pelos braços a prosperidade e grandeza do Brasil.
4. O Integralismo considera inimigos da Pátria todos os que
amarem mais os sofismas, as sutilezas filosóficas e jurídicas do que o Brasil,
a ponto de sobrepô-los aos interesses nacionais; os que forem comodistas;
preguiçosos mentais; vaidosos; alardeadores de luxo e de opulência; opressores
de humildes, indiferentes para com os cidadãos de valor moral ou mental; os que
não amarem as suas famílias; os que pregarem doutrinas enfraquecedoras da
vitalidade nacional; os “blasés”; os céticos; os irônicos, míseros palhaços
desfibrados.
5. O Integralismo quer a Nação unida, forte, próspera, feliz,
exprimindo-se no lineamento do Estado, com superior finalidade humana.
6. O Integralismo não pretende erigir o Estado em fetiche,
como o socialismo; nem tampouco reduzi-lo a um fantoche, como o liberalismo. Ao
contrário de um e de outro, quer o Estado vivo, identificado com os interesses
da Nação que ele representa.
7. O Integralismo não admite que nenhum Estado se superponha
à Nação ou pretenda dominar politicamente os outros. Não admite que o
regionalismo exagerado e dissociativo se desenvolva em qualquer ponto do
território da Pátria.
8. O Integralismo, pela constante ação doutrinária e
apostolar, não permite que os demagogos incultos ou de má-fé explorem a
ingenuidade das turbas, muito menos que a imprensa subordine a sua diretriz a
interesses de argentários ou poderosos em detrimento da Nação.
9. O Integralismo dará um altíssimo relevo aos pensadores,
filósofos, cientistas, artistas, técnicos, proclamando-os supremos guias da
Nação.
10. O Integralismo quer a valorização das corporações de
classe, como se fazia na Idade Média, onde os grupos de indivíduos eram valorizados.
11. O Integralismo quer acabar, de uma vez para sempre, com
as guerras civis, as mazorcas, as conspirações, os ódios, os despeitos, unindo
todos os brasileiros no alto propósito de realizarem uma Nação capaz de
impor-se ao respeito no Exterior.
12. O Integralismo não é um partido; é um Movimento. É uma
atitude nacional. É um despertar de consciências.
É a marcha gloriosa de um Povo!
* Publicado originalmente no “A Marcha”, em 12 de Junho de
1959.
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